O Tempo

"O tempo! O passado! Aí algo, uma voz, um canto, um perfume ocasional levanta em minha alma o pano de boca das minhas recordações... Aquilo que fui e nunca mais serei! Aquilo que tive, e não tornarei a ter! Os mortos! Os mortos que me amaram na minha infância. Quando os evoco toda a alma me esfria e eu sinto-me desterrado de corações, sozinho na noite de mim próprio, chorando como um mendigo o silêncio fechado de todas as portas."
........................................................................................................................ Fernando Pessoa

Minha Terra, Minha Gente





Sines - Pedaços da sua história
http://www.sines.pt/PT/Concelho/Historia/Paginas/default.aspx








Sines 1936 - Inauguração do comboio








Rua Sacadura Cabral - a minha rua
 
 
 
 
 
 
 

Lavadeiras do rio da moura

 
 
 
 
 
 
 
Lavadeiras do rio do ouro
 
 
 
 
 
 
 
 
Transporte público Sines - Setúbal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fábrica de conserva de peixe Judice Fialho








Praia de Sines - Pesca à chincha
 
 
 
 
 
 
 
 
Baía de Sines recebendo barcos a vapor para carregar cortiça
 
 
 
 
 
 
 
 
Praia de Sines 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vista do jardim da praia 
 
 






 
Alfândega - Junto à ribeira de desembarque
 
 
 





 
Banhos quentes - Anos 30/40
 


 

 

Relógio da torre do castelo
 Ainda hoje marca o ritmo de vida daqueles a quem o seu som alcança
 
 





 
Anos 30 - O peixe era vendido na praia
 
 
 
 
 
 


Récita a favor dos " pobres de inverno"
( Os pobres de inverno eram os pescadores )
 
 
 
 
 
 
 
 
1940 - 1º grupo de teatro sineense








1946 - Grupo Cénico Sport Lisboa e Sines








Anos 40 -Orquestra Jazz Oriental
A Orquestra privativa do Grupo Cénico Sport Lisboa e Sines (vêr folheto acima)
O meu pai era o clarinetista (3º a contar da direita).








Cine-Teatro Vasco da Gama
Aqui 2 gerações viram cinema e pisaram o palco pela primeira vez








Anos 40 /50 - Sines começava a despertar para o turismo
 
 
 
 
 
 
 
  
Um passeio ao muro da praia a qualquer hora do dia ou da noite era um verdadeiro ritual 
 
 
 
 
 
 
 
Anos 60 - Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian
Um serviço que estimulou o gosto pela leitura nos meios provincianos.
Muitos jovens de Sines ali tiveram o primeiro contacto com o mundo dos livros.
 
 
  
 
 
 
 
 
 
Lar de S. Rafael - Um espaço de luxo para os turistas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bica de Santa Luzia 
 Uma paragem obrigatória junto à praia, onde se lavam os olhos com a sua água milagrosa .
 
 
 
 
 
  
 
 
Mercado junto ao castelo
 
 
 
 
 
  
 
 
Pescadores lavando as redes 
 
 
 
 
 
  
 
 
Meia Laranja  - Largo dos Penedos da Índia
Ponto de vigia e de encontro dos  pescadores
 
Dali se observavam as condições do mar, e quantas vezes se sofria a ver as dificuldades dos seus colegas a bordo de barcos singelos, a tentarem abrigo dentro da ribeira, quando durante a pesca eram surpreendidos pelo mau tempo. Outras vezes, ficavam em silencio de olhos postos no mar na esperança de ver surgir a embarcação que tardava em chegar.
 
 
 
 
 
 
 
  
 
Traineira enfeitada para a procissão de Nossa Senhora das Salvas 
 
 
 
 
  
 
 
 
Nossa Senhora das Salvas - Padroeira dos Pescadores 


 
 
 
 
 
 
Baía serena num dia de verão 

 
 
 
 
 
  
 
Farol de Sines 
 
 
 
 
 
 
 
Enterro do Entrudo - O poeta popular José Vilhena lendo o "testamento"
 
 
 
 
 
Anos 60 - Sines atinge o seu auge tuístico








Anos 60 - Maresia em dia de inverno








 Uma ribeira demasiado pequena para abrigar do mau tempo todas as embarcações. Os pescadores recorriam à estrada para as proteger.
 
 
 
 
 
 
 
 
Amarravam os barcos uns aos outros, mas quando a ondulação forte entrava dentro da ribeira, atirava-os uns contra os outros causando grandes prejuízos.

 
 
 
 
 
 
 
Anos 70 
Sines inicia uma nova era. O Governo anuncia a construção de um porto de águas profundas, e com ele a construção de uma refinaria, que irá transformar Sines numa importante plataforma industrial. A beleza natural da sua baía e os costumes das suas gentes, são severamente punidos.
Mas o trabalho vai abundar para todos e a vida melhora. Os pescadores de pequenas embarcações  serão compensados ao formarem as tripulações das lanchas e reboques  auxiliares nas atracações e desatracações dos navios, permitindo-lhes passar a ter uma vida condigna, fugindo às dificuldades a que a adversidade dos invernos até ali os condenara.  
 







Anos 70 - Construção dos molhes de suporte ao terminal petroleiro


 
 
 
 
 
A lição que o mar  deu a quem não soube ouvir os pescadores locais



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