O Tempo

"O tempo! O passado! Aí algo, uma voz, um canto, um perfume ocasional levanta em minha alma o pano de boca das minhas recordações... Aquilo que fui e nunca mais serei! Aquilo que tive, e não tornarei a ter! Os mortos! Os mortos que me amaram na minha infância. Quando os evoco toda a alma me esfria e eu sinto-me desterrado de corações, sozinho na noite de mim próprio, chorando como um mendigo o silêncio fechado de todas as portas."
........................................................................................................................ Fernando Pessoa

junho 14, 2012

Eu aprendi



"Que não devemos ter medo dos confrontos... até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas..."
                                                                                                      







junho 08, 2012

A Mocidade que passa



Primeiro de Agosto nas décadas 50/60.
A vila acordava sorridente para receber quem acabava de chegar para ali partilhar as suas tão desejadas férias!  Contava com gente que não conhecia e com outros de quem já tinha saudades! Gente dedicada que voltava à mesma casa, procurando a mesma família, lembrando  andorinhas em cada primavera.
Ao final da tarde rufavam os tambores e soavam as cornetas. Corria-se para ver passar a Mocidade Portuguesa, que entoando o hino, anunciava a sua chegada ao castelo que, generosamente, lhes oferecia guarida para que estendessem as suas tendas.  Um antigo elemento da Mocidade Portuguesa recorda a sua passagem pela organização:
" Naquele tempo, lá íamos cantando e rindo, em orgulhosa ignorância, fardados com uma camisa verde com um dístico colado ao bolso esquerdo. As calças (ou os calções) eram de cor bege ou acastanhadas (marrom) e na fivela do cinto desenhava-se um S que talvez significasse Salazar...era a Mocidade!
A
Mocidade Portuguesa era assim uma organização juvenil que, com bases organizativas na juventude hitleriana, servia o regime salazarista, o Estado Novo, fomentando o culto do chefe e o espírito militar..."