O Tempo

"O tempo! O passado! Aí algo, uma voz, um canto, um perfume ocasional levanta em minha alma o pano de boca das minhas recordações... Aquilo que fui e nunca mais serei! Aquilo que tive, e não tornarei a ter! Os mortos! Os mortos que me amaram na minha infância. Quando os evoco toda a alma me esfria e eu sinto-me desterrado de corações, sozinho na noite de mim próprio, chorando como um mendigo o silêncio fechado de todas as portas."
........................................................................................................................ Fernando Pessoa

agosto 11, 2011

Primeiras letras



Tinha 5 anos quando tive o primeiro contacto com o mundo do ensino: a "escola das Garcias" . Uma sala ampla, onde os rapazes ficavam separados das raparigas por um pequeno corredor a meio que nos conduzia à secretária da professora. De frente uns para os outros, ali passávamos os dias sentados numa cadeirinha que levávamos de casa.
 No colo uma pequena ardósia encaixilhada em madeira, onde aprendiamos a escrever  as 5 letrinhas que nos iriam abrir  portas a um mundo novo.  Era a pré-escola de hoje, em que o "Magalhães "  era a ardósia  e  o  "teclado" o giz. 
Feliz geração a minha, que lutou e sobreviveu a tão grande mudança!



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