O Tempo

"O tempo! O passado! Aí algo, uma voz, um canto, um perfume ocasional levanta em minha alma o pano de boca das minhas recordações... Aquilo que fui e nunca mais serei! Aquilo que tive, e não tornarei a ter! Os mortos! Os mortos que me amaram na minha infância. Quando os evoco toda a alma me esfria e eu sinto-me desterrado de corações, sozinho na noite de mim próprio, chorando como um mendigo o silêncio fechado de todas as portas."
........................................................................................................................ Fernando Pessoa

junho 27, 2011

Uma velha amiga


A tarde de ontem foi particularmente agradável pois tive o previlégio de estar presente no almoço dos antigos alunos dos irmãos Viana da Silva. Para além do prazer de me encontrar com colegas que há muito não via, fiquei ao lado de uma colega e amiga de muitos anos, a Conceição,  de quem tenho recebido sempre provas de verdadeira amizade.
Concordo quando Júlio Machado Vaz escreve:     "as amizades verdadeiras sobrevivem ao ritmo  alucinante das nossas vidas,   a telemóveis silenciosos,  a promessas de encontros não cumpridas, porque não albergam a dúvida que se enferruja…."
É o caso, pois raramente nos vemos ou telefonamos embora estando tão perto uma da outra... o que pode parecer estranho em relaçao  à forte amizade que nos une.
Falámos do presente e recordámos o passado com muita ternura e alguma saudade da força da nossa juventude.
E com um brilhosinho nos olhos, terminámos a tarde com um afectuoso abraço e a promessa de um  " até sempre " !

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