O Tempo

"O tempo! O passado! Aí algo, uma voz, um canto, um perfume ocasional levanta em minha alma o pano de boca das minhas recordações... Aquilo que fui e nunca mais serei! Aquilo que tive, e não tornarei a ter! Os mortos! Os mortos que me amaram na minha infância. Quando os evoco toda a alma me esfria e eu sinto-me desterrado de corações, sozinho na noite de mim próprio, chorando como um mendigo o silêncio fechado de todas as portas."
........................................................................................................................ Fernando Pessoa

junho 10, 2011

Para a minha neta



Por cima dos telhados molhados pela chuva branda, vejo o Tejo cinzento adormecido no seu leito.
Debruço-me da janela para receber a aragem morna do sul, mas o vento não sopra, e as minhas faces molhadas  não recebem o beijinho teu que o vento me prometeu.




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