O Tempo

"O tempo! O passado! Aí algo, uma voz, um canto, um perfume ocasional levanta em minha alma o pano de boca das minhas recordações... Aquilo que fui e nunca mais serei! Aquilo que tive, e não tornarei a ter! Os mortos! Os mortos que me amaram na minha infância. Quando os evoco toda a alma me esfria e eu sinto-me desterrado de corações, sozinho na noite de mim próprio, chorando como um mendigo o silêncio fechado de todas as portas."
........................................................................................................................ Fernando Pessoa

junho 26, 2011

Era uma vez


O calendário de parede que tenho na minha  frente indica que hoje é  Sexta-feira  17 de Setembro.  Decorre o ano de 2010. Gosto dos anos pares para desenvolver qualquer projecto  ou concretizar um velho sonho.
A tarde está amena e o movimento dos raios de sol filtrados pelas cortinas da janela enchem a sala de uma luz ténue e amarelada anunciando a chegada do Outono.  
Sentada ao computador começo a delinear um trabalho com base na história da minha vida. São quase 62 anos  de vivências  que  dão ao meu rosto o desgaste natural  marcado por  recordações boas e más, por ilusões e desilusões, por fracassos e  sucessos, por desgostos e alegrias.
Mas algo se mantém intacto: A capacidade de luta por tudo aquilo em que acredito. Pessoas há que com a cessação da sua actividade profissional, aceitam uma inactividade total como facto natural que os conduz ao final das suas vidas.
A isso eu digo NÃO!

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